quarta-feira, 31 de maio de 2017

Irei despejar

Não suporto
Ter que segurar
Contenho meu estômago
Cheio demais
Nestes últimos dias
Cantando aos cantos
Através de poemas
E textos
Dizendo neles
O quanto realmente
Amo você
Chorando pela alma
O quanto meu coração
Se trinca de dor
Ao estar distante de você
Irei a qualquer momento
Despejar  olhando para cima
As borboletas que em mim
Estão presas
Prestes a voar
E decorar o céu
Com o desenho
Que realmente
Diz o quanto
Preciso de ti
Em meus braços
Preciso apenas
Que cure as feridas
Nele nascidas
Pela sua ausência
Ao meu lado

Me seguro...

Me seguro
Para não poder chorar
Estou onde
Jamais conseguiria
Me abrir através
Das minhas palavras
Pois as paredes 
Possuem ouvidos
Para ouvirem e
Entenderem errado
Meus desabafos
Para encontrarem
As melhores
Em algum momento
Pessoas para 
Me difamarem
E dizerem barbáries 
Sobre minha pessoa
Que apenas vive
Cantando com a alma
Através das palavras
Escritas em formas
De poesias ditas
Com toda intensidade
Existente em meu coração
Queria poder entender
A filosofia
Do ser humano
Existente vivendo
Apenas difamando
Se divertindo
Enxergando
O pior acontecer
Sem ter noção
Do que ocorre
Adiante dos segundos
De sua covardia