quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Cisne negro

Em uma noite patinava
Pelas águas cristalinas
Que o brilho do luar
A iluminava

Batia suas asas
A voar e em tocar
Suas patas pela lagoa
Iluminado

Quando sentia
Seu contato nela
Se esticando ao todo
Abanando suas asas

Exibindo toda
Sua elegância
No calado anoitecer
Sentindo-se livre

Ao reparar
Toda sua grandeza
Em momentos
Que jamais soube enxergar

Aos momentos
Do dia
Ele é apenas um cisne
Se camuflando da inveja alheia

Que o fez sentir-se
A só pelos lagos
Por onde navegou
Cisne negro

De horas em horas
Amadurece
Crescendo mais e mais
Tornando-se

Um belo cisne negro
De onde vives
A encantar
Os mesmos que lhe ignorava