sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Deixei me iludir

Deixei me iludir
Aos pensamentos
Que faziam me
Possuir a esperança
De reviver sem estar
Sendo iludido
Com sonhos a realizar
Mas me enganei
Estou a uma forte chuva
Demonstrando o quanto
Sou frágil sem forças
Aos meus dedos
A alcançar a luz
Lá em cima
Percebi o vazio
Existente em mim
Sem cores
Por completo
Ao meu peito
Imaginei
Apenas imaginei
Estar revivendo
Mas deixei me iludir
Deixei me iludir
Por ser frágil demais
Onde estou?
O que houve
Quando meus olhos
Se fecharam?
As cinzas
Que logo depois da brasa
Esfriaram a cobrir
Toda minha melancolia
Estampada ao meu rosto
Enxuto de lágrimas
Pedindo socorro
Um abraço
E uma palavra a ouvir
A querer sair deste apuros
Que me agoniza a viver
Neste porão tão frio
Onde apenas vejo
Minha solidão
Ser minha própria
Companhia de mil anos
Em que bebo ao seu lado
Minhas lágrimas que tanto
Demonstra serem vazias e frias
Ao se despedir
De meu corpo pedindo ajuda
Deixei me iludir
Que minha existência
Fosse ser salva
Pelos desejos
Carregados em meu peito
Querendo realizar
Minha história
Escrita por mim mesmo
A fazendo um livro
Em que um dia
Cedo ou tarde
Poderei a ler
Com toda intensidade
E amor pelas letras
Escritas pelas mãos
Que uso a desabafar
Calado e internamente
Ao mundo em que
Me sinto excluído
De onde vivo
Mas são apenas ilusões
Posso nem ser
Aquilo que tanto sonho
Por ser um pássaro novo
Querendo aprender a voar
De seu ninho confortado
Em busca de aventuras
A se arriscar querer viver
Onde muitos
Em uma sociedade
Demonstram ser insanas
O suficiente para querer
Tirar a própria vida
De um sonhador ser
Que vaga debaixo do sol
A busca de viver
Por todas as dificuldades
Existentes ao seu redor
Deixei me iludir
Demais aos sonhos
Que me peguei
Sonhando por ai
Reescrevendo poesias
Onde realmente
Fico revivendo
Ao me observar
Realizando ao amanhã
Aquela história que tanto
Quero as viver
Na realidade
Deixei me iludir
Ou talvez não
Pela realidade
Em que vivo
Me vejo perdido
Procurando respostas
A me conhecer
Para poder pegar
A espada para poder
Lutar contra o mal
Que faz me morrer
Neste mundo
Perverso transbordado
De ódios aos olhares
Dos seres vazios e mortos
Que apenas vivem
Sem ao menos saber
A sentir a emoção
De estarem vivendo
A adrenalina de uma história
Entrando em erupção
De intensidade pelas
Suas palavras contidas
Em seus belos versos
Escritos por um poeta
Que nem imagino
Qual seja produzindo estas
Belas artes por ai