sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Pode ser clichê.....

Não sei como
Começar
Muito menos
Terminar e dizer
A um começo
Onde diz tudo
Sobre uma história
Que nem sei
Iniciar nesta neblina
Que me perdi
Contando 
Em minhas imaginações
O que realmente
Dizia a eles
Meus desabafos
Silenciosos
Onde mal conseguia
Enxergar a frente
De minha direção
Cheia de surpresa
A se deparar
Mas se for
Dizer logo
Tudo que tenho
A falar rapidamente
Diria a um tom
Como se fosse
Jorrar um mar
De águas de meus olhos
Dos desabafos ditos
De meu pensamento
Criador das imaginações
Que fazem me
Aflorar a um mundo
Onde toda fantasia
Me fascina
A alegria me encanta
O medo se torna
Aquele vilão
Atrapalhado 
Que mal sabe
Agir contra alguém
Cheio de idéias
Que explode 
Através 
De meus dedos
Criando fantásticas
Histórias metafóricas 
Que nos encanta
Igualmente a flores belas
Que nos hipenotisa 
Com seu belo perfume
E é esse meu ser
Criando e se aventurando
Desde quando descobri
As cores pela escola
Sentia me um ser
Pequenino que mal sabia
Do que tinha o mundo
Onde eu vivia
Apreciando a bela
Infância que eu iria ter
Daí em diante
Foram só metáforas
Em meu caminho
Como se eu fosse existir
A outro mundo
Onde a poesia
As letras e o lápis 
Seria como uma parte
De meu corpo
Mal sabem aqueles
Quem sou realmente
Me julgam com todo ódio
Prazer e arrogância
Como se a fantasia
Existente em meu ser
Fosse um crime possuir
Mas ainda não entendi
O que realmente eu sou
Quem sou eu?
Corro junto com o relógio
Para saber rápido
Quem sou
Para poder me defender
Me amar e saber
Como apreciar
Minha própria arte
De viver e amar
Intensamente
Como se não houvesse mais
O ar para respirar neste mundo
Tão gigantesco
E neste tempo todo
Passei por falsos jardins
Onde me machuquei
Aos espinhos 
Me deixando cair
Decair e sofrer
O caos da realidade
Percebendo depressa
O quanto muitos
São capazes 
De fazer e praticar o mal
Triste somos
De surpreender a poucos
Onde a multidão
Transpira a destruir
Aqueles que sonham 
Em mudar o mundo
Como se a melancolia
Fosse uma taça de vinho
A se apreciar a cima
Da mesa suja de sangue
De cadáveres que morreram
De depressão por não suportar
Mais toda dor sentida
Em seus corações
Triste realidade
Mundo horroroso 
Pessoas misteriosas
Ser humano medonho
Que loucura
Medo
Me deparei a cair
Pelos males 
Que presenciei ao mundo
Mas aos poucos continuarei
Minha caminhada
Para me conhecer
E saber organizar
Uma platéia
Onde surpreendo
Meu público amado
Que aprecia 
Uma longa dose de poesia
E arte intensa
Criada por um ser
Figurante de seu próprio eu

Guerras internas

Comece ou recomeça
A abrir a janela
Para soltar as borboletas
Onde se prendem a si
Pulsando intensamente
A explodir
Aflições em estar
Sem reações
Ao se sentir
Controlado
A um controle
Que apenas
Se move através
De seus pensamentos
O fazendo sentir se
Um presidiário
A uma cela
Toda escura
Que se enxerga apenas
A guerra interna ocorrer
O torturando feito
Um prisioneiro
Indefeso
Que pressente
O fim se aproximar
Tão depressa
Quanto uma chita
Correndo atrás
De sua presa
A degustar sua carne
Saborosa e suculenta