quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Sem chão

Estou sem palavras
O que irei fazer?
Perdi minhas idéias
Sem chão estou
Como irei 
Reabrir os olhos
Daqueles que estão
Afundados a lamas
A uma sombra onde
Sempre nos perdemos
E percebemos de lá
A vida perder sentido
E a vontade de viver
Se indo embora
Junto com a música
Terminando 
De tocar
Perdendo uma grande imaginação
Ali mesmo
Como se fosse estar
Realmente abandonado
Sentindo se solitário
Realmente 
Quando se finaliza
Uma melodia
Mas imagine
Se uma grande orquestra
Que fosse a ouvir
Me traria um renascimento
A novamente sentir
As cores me revivendo
Onde jamais realmente
Teve vida a existir
Realmente

Me perdi

Me perdi
Nas minhas
Próprias frases
Que realmente
Iria as fazer
Para dizer entre linhas
De uma ilustração
Que ser realmente
Sou neste mundo
Mas as deixei
Se esparramarem
Pelo vocabulário
Construído que criei
Para poder novamente
Criar espetáculos
Entre as ventanias
Que me deixam
Por levar onde
As cores recriaram
Minha existência
Quando perdi
Toda coloração
Em minha história
Que cedo ou tarde
Será a minha própria
Grandeza e inspiração
A surpreender
Sem ao menos esperar
Aqueles que tanto se guiam
A palavras de uma poesia
Excitante de ler e se fixar
A outro mundo
Que existe só
Em nossos pensamentos
Fazendo de nossa criatividade
Ainda mais e mais viva
Cheia de criar  e recriar
A vida onde o caos
Pisou sufocando
A paz e o amor
Pelos arredores do mundo