sábado, 10 de dezembro de 2016

Tive um sonho

Tive um sonho
Ele se iniciava
Com o apocalipse
Se ocorrendo depressa
Mas minhas mãos estavam
Amarradas para
Poder impedir
De apertar o botão
A exterminar
Os meteóros
Caindo a atmosfera
Tendo depressa
O fim do mundo
Tive um sonho
Em que me aflorei
A desespero
Sem poder reagir
Entre a vida e a morte
A extinção acontecendo
De uma vez
Tive um sonho
Que foram vários
Dizendo que deveria
Lutar para sobreviver
A uma chuva
De meteoritos
Que caíra
Em minha volta
Tive um sonho
Em que enlouquecia
Ao perceber
Que meu outro eu
Estava me sufocando
Com os problemas
Em minha mente
Que se instalaram
Para fazer de mim
Um prisioneiro
Do meu próprio ser
Tive um sonho
Em que estava preso
Gritando
Mas que ninguém me ouvia
Estava morrendo
Aos poucos agoniado
Sem poder usar
Minhas mãos
Para me proteger
Tive um sonho
Em que gritava
Até que
Meu lado melancólico
Largou de minhas costas
Fazendo me cair
De costas
Pelo chão frio
De um mundo
Morto de tristezas
Cheio do caos
Que a humanidade
Produz com o coração
Tive um sonho
Em que enxerguei
A minha realidade
Me massacrando
Com os traumas
Que passei pela
Minha história
Tive um sonho
Tive um pesadelo
Uma imensidão
De lágrimas a cair
Dos meus olhos
Registrando ao solo
Toda minha dor
Tristeza e sentimento
Melancólico
Que me sufocava
E ria do sofrimento
Que tinha em meus pensamentos
Tive um sonho
Em que tudo
Teria um fim
Debaixo do nublado
Tempo que presenciava
A jorrar água
Em minha face
Enxuta de lágrimas
Por não mais suportar
A diversão
Que meus pensamentos
Negativos faziam
Ao meu ser
Indefeso e frágil
Sem forças a reagir
E lutar em sua defesa
Tive um sonho
Em que estava perdido
A um labirinto
Medonho e frio
Que a saída
Era cavar
A própria cova
Para perecer
Lá dentro enterrado
Deixando uma marca
Negativa e triste
Tive um pesadelo
Não um sonho
Que fez me
Não enxergar
A realidade por bastante tempo
Presenciando apenas
O mundo através
Da carga melancólica
Que possuia em minha volta

Joguem novamente

Entre as cinzas
Se ressurge
Rosas florescendo
Renascer
Uma nova vida
A uma realidade
Falida sem existência
Em presenciar
Ao nosso arredor
Cheio de surpresas
Pelo silencioso
Mundo em que
Permanecemos
Ao silêncio
Reservando
A desabafar
Tudo aquilo
Que sentimos
Entre cartas
De um jogo
Misterioso
E difícil
De se lidar
A desvendar
Seu significado
Por apenas
Uma espada
Entre elas
Que nos diz
Um grande enigma
A procurarmos
E nos inspirar
A eles que tanto
Nos aguarda
Surpresas
De uma história
Do universo
Em que vivemos
Sem idéia
A nos inspirar
Em nosso caminho
Que muitas vezes
Permanece sem noção
Quando nos deparamos
Com ações que ocorrem
A direção de nossos olhares
Realidade assustadora
Muitas vezes
Nos espanta
A um caótico
Mundo em que
Despejamos
Sentimentos que temos
Entre risadas
Sem sentido algum
A nos expressar
E explicar
Entre as cartas
Que estamos jogando
Joguem novamente
A este jogo
Que nos
Deixará vidrados
Entre surpresas
E misteriosos
Ocorrimentos
Entre nossas voltas
Que menos esperamos
A ocorrer acontecimentos
Inesperados e espantosos
Joguem novamente
Até quando
Os dados caírem
E indicar números
Idênticos
Indicando
Uma nova fase
Da competição
Que estamos em ação
Ouçam suas imaginações
Deixe se levar
Pela fantasia
Assustadora e medonha
Que estão se jogando
Para em breve
Se saírem espantados
Com toda aventura
Que observar
Acontecendo
Através de
Cartas e dados
Entre a mesa de um tabuleiro
Misterioso
Não adianta mais fugir
Só resta a competir
A partir de agora
Entre assustadoras
Criatividades medonhas
Que irão os fazer
Acordar desta outra dimensão
Impressionante que os fará
Relaxar pela dimensão
Que estão presos
Sem saber por onde
Estão andando
Presenciando
A adrenalina
Em poder assegurar
Suas vidas
Em suas próprias
Mãos ensanguentadas
Segurando e sentindo
O sangue ferver
Entre a pele e a veia
Por intensas emoções intensas
Joguem novamente
Para poderem reviver
Entre a ficção e a realidade
Que exagera abusar
De seus sentimentos
Intensificando
Sua existência e história
Do dia a dia