terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Talvez eu............

                               Perdi as palavras a dizer, mas tenho o som a ouvir e sentir expressando dela meus sentimentos e tudo aquilo que ela queira me dizer nestes minutos reproduzidos com toda intensidade como se fosse fazer me soltar um tornado de meu interior fazendo me desabafar toda minha dor e história que até hoje passei entre duas décadas de vida. Sem ao menos entender, fico sem respostas a entender as perguntas que faço a mim mesmo, mas fico vagando por ai pela madrugada pintando com minhas imaginações o solo em que deixo meus rastros minha poesia que escrevo para entender a lógica do meu viver, de quem realmente sou nestas 24 horas que se passam.
                               Queira cantar vagarosamente, mas não tenha muita garganta a reproduzir um grande som, possui grandes palavras e um vocabulário enorme, mas estás perdido nelas como se elas estivesse se transformado em uma sopa de letras de meu jantar que ao invés de nutrir meu estômago as pego para escrever na beirada do prato um pedido de ajuda para conseguir um barco a navegar em grandes mares onde realmente eu fosse ter intensas aventuras e a partir daí chegar em terras onde me façam fechar meus olhos e sentir me despedaçado ao vento me entregando aos seguintes horizontes que me levam até onde eu possa ler minha identidade a um espelho grande e que reflete intensamente sua alma que existe em seu ser.
                              Talvez eu seja realmente um louco........Um sonhador......Inútil.............Poeta...........Não sei, realmente não sei e o que me assombra é que realmente eu não conheço minha própria identidade neste mundo pois os pensamentos que fazem me sentir com os olhos fechados como se eu fosse um boneco me impedem por completo deixar de perceber quem realmente sou e que deixo de acreditar o que realmente sou. E se eu fosse mesmo um boneco prisioneiro de minha própria tristeza? Fico me movendo por pensamentos negativos, com barbantes amarrados em meus pulsos que doem ao tentar tirar de mim pois eu sou por completo um refém de mim mesmo que recusa a aceitar que eu seja um ser positivo neste planeta.
                                 Se eu me sinto torturado ao não enxergar a platéia em que me aplaude, um dia irei querer tirar estes botões tampando meus olhos para poder me emocionar com a emoção em que eles ficam ao me ver pelo teatro motivo feito um boneco teatral com todos meus gestos que tenho a frente deles fazendo os sorrir e mover pensamentos com minha peça em que minha própria melancolia faz me fazer por ai através da poesia em que escrevo de mim mesmo inspirando em minha própria existência que faz me sentir um ser desconhecido ao meio das ventanias cheias de imaginações grandiosas que movem ventos de formas belas em que mal sei os interpretar com poucas palavras que digo pelos cantos onde fico jogado caído sentindo minha vida perder o sentido ao me afogar............Mas a corrida é enorme e através dos obstáculos que vou conhecendo pela vida, vou aos poucos me tornando resistente o suficiente para não cair e rapidamente crio a agilidade em poder respirar fundo e quebrar a barreira em que me impede de viver e daí para frente desejo ser um bom maestro das  folhas movidas pelos furacões e as tornar minhas orquestra  maravilhosa vinda da natureza que me inspira e emociona