sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Nossa extinção adiantada

Sem ânimo
Me afundo
A lamas
Pelo chão
Sinto me
Um fracassado
Que se entrega
A desistir
De reviver
Imaginando
Meu fim
A um incêndio
Em meus pensamentos
Queimando meus neurônios
Adiantando minha extinção
Neste mundo enfraquecido
Sem vida
Sem saída
A viver
Pelas montanhas
Que encontramos
Ao nossos arredores
Sempre nos deparando
Com seres apreciando
Seu próprio fim
Não importando
A quantidade
Da agonia que sentir
Pela dor que vier
Não basta reescrever
E recomeçar
Pois nossas atitudes próprias
Imundas e inacreditáveis que tivemos
Neste tempo todo de existência nossa
Não seriam suficientes
A reverter toda catástrofe
Que nós mesmos provocamos
Com nossas próprias mãos
Corremos perigo
A todo momento
Mas o que importa isto?
Nem todos querem
Nossa salvação
E sim realmente
Nosso fim para sempre
Pela ganância que possuem
Em querer receber tanto
A capital em suas mãos
Pisando e maltratando
Se considerando superior
Entre ele e o recibo
Que ganhas em seus braços