terça-feira, 8 de novembro de 2016

Nunca soube

Nunca soube ao certo
Desabafar sem ter que
Me deslizar e jogar se
A um penhasco onde
Posso me aprofundar
Dizendo cada palavra
De um intenso desabafo
Onde perco me as margens
Das cores que ilustrei
A paisagem onde
Me imaginei
Ao lado de um alguém
Que iria encontrar
Em algum momento
Da vida e poder
Compartilhar
Toda história
E sentimento entre nós
Desabafando
Com o cálice de vinho
Em minha mão
Saboreando a doce bebida
Imaginando me despejado
Nos braços de alguém
Tão bondoso a me conquistar
Com versos e bondade
Verdadeira e caridosa
Que tanto irá me
Confortar e completar
De um jeito que jamais
Irei saber como
Poder dizer entre poemas
O quanto amarei
Estar ao lado dela