sexta-feira, 17 de novembro de 2017

vossa alteza

vossa alteza
com consciência
me entenda
um possível amor
existe, tenha certeza
saiba suportar
a sofrência
quando estiver só
sentindo enorme carência
quando estiver
incompleta
aos seus braços
sem alguém
ao coração

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Meu hospício

                      Ninguém sabe, mas vivo em um hospício onde jamais alguém irá o encontrar  em algum momento pois ele não existe na realidade.
                      Ninguém terá capacidade de conhecer este lugar tão inóspito e aterrorizante, ele existe em minha imaginação
                      Sou aprisionado nele e jamais alguém irá entender como ele é tão horrendo.
                      Me deixo esfarelar todos os dias nele, me faleço neste ambiente tão desagradável que é controlado por um chefe.
                      Um líder tão idêntico a mim, mas que tem controle da minha mente, pensamento e imaginação
                      Sou um prisioneiro que sofre calado por ele que jamais deseja me ver vivendo a vida de forma positiva
                      Sou torturado, humilhado e exigido por alguém que nasceu de mim em um acidente que jamais poderia dar origem para um ser tão negativo
                      Não tenho força o suficiente para enfrentar este monstro que me assombra, minhas mãos são frágeis e isso me faz sentir tão incapaz de viver.
                    Quando vou tentar o enfrentar, ele faz as lembranças horríveis passar em minha cabeça deixando meus momentos serem melacólicos perdendo o ânimo para tudo e entrando em terrível desespero.
                   

domingo, 12 de novembro de 2017

há um desespero

há um desespero
guardado em segredo
que aguardo
alguém ouvir
compreendendo
minha dor silenciosa
em um futuro
distante, talvez
próximo de aguardar
meu reencontro
pela luz
ao fim do túnel

sábado, 11 de novembro de 2017

A carta de Basiléia

                 No dia nove de março de 2015 foi  encontrada uma carta dentro de uma garrafa de vidro que estava em um baú enterrado em uma casa abandonada em Basiléia, na Suíça. Nela estava escrita uma declaração de amor do ano de 1784 que fora escrita para uma mulher chamada Triestina, escrita por Calebe que sentia um grande amor por ela.
                 Esta carta foi mundialmente conhecida como "a carta de Basileia" rendendo filmes e livros de escritores que nela inspirou. Com sua popularidade, o índice de educação começou a melhorar entre os países subdesenvolvidos, melhorando a qualidade desde que fora descoberta.
                O índice de mortalidade diminuiu, a tolerância começou se tornar mais visível e a violência  tornar mais excassa depois de 2 anos de sua fama. Por infelicidade ainda continuou aparecendo  aqueles que possuem uma mente sádica cometendo suas atrocidades que sempre costumamos em presenciar. 
               A carta que  tornou tão famosa era de um rapaz sofrendo por estar tão distante de sua amada, mas que panejava a encontrar e conquistar sua pessoa para sempre  em sua  vida. Que seria capaz de tudo para  poder conquistar e estar ao seu lado em algum momento.
              E ela hoje está guardada  na mesma garrafa que foi encontrada há dois anos atrás em um museu nacional da Suíça, sendo uma das mais visitadas no local por onde está exposta.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A longa história de Penellope

               Eu com meus 22 anos de idade  fugi de casa, na minha infância e adolescência toda sofri muito por problemas familiares e escolares. Eu me chamo Penelope e hoje tenho 24 anos, sou natural do País de Gales, sou caucasiana com olhos azuis e longos cabelos castanhos, adoro usar roupas com xadrez, aprecio a arte, tocar piano e flauta. Hoje em dia caminho muito pelos cantos de Cardiff. Me distraindo tentando  livrar dos traumas que tive fico os enfrentando pela caminhada que faço em meus dia a dia.
                Contei um pouco da minha vida, mas não a minha longa história que tive ao decorrer dos anos anteriores que vivi. Com 10 anos, perdi  minha mãe por causa de um infarto fulminante e morei com apenas meu pai que nem se quer ficava do meu lado por trabalhar muito e chegar em casa cansado. Então ficava sozinha e quando cheguei aos meus 13 anos,  tive uma madrasta que nem  importava  comigo, parecia que ficava me olhando com cara ruim, mas nem me importava com isso.
              E a minha adolescência foi horrível pois nessa  fase  enfrentava problemas na escola e em minha própria casa que nem se quer  era ouvida, sempre  excluída e deixada de lado. Era sempre reclamações de mim, julgamentos e isso me fazia tão mal, mas eu sofria no meu canto pois não tinha com quem conversar e muito menos na escola por eu ser como sou, eles me chamavam de metida, viravam as costas.
              Sempre que  minha madrasta e eu ficávamos a sós, ela me maltratava de uma forma que eu nem se quer entendia, ela nem minha mãe era e muito menos fazia algo que incomodasse alguém. Sempre arrumava um jeito para discutir, teve até um dia que faltou um pouco apenas para ela me dar vários tapas e me jogar no chão. Fiquei amedrontada e sempre ficava quando passava do meu lado, meu corpo tremia de pavor por eu não saber me defender e muito menos ter uma voz em casa.
             Minha madrasta foi bem ruim comigo, só me tratava bem quando estava perto do meu pai e ela era tão meiga. Evitava ela sempre, mas estava lá para me atazanar sempre e meu pai nunca percebia, mas teve um momento em que percebeu e com a atitude dela se fazendo de despercebida o fez acreditar nela. Ficava noites e noites chorando por isso. Mas teve um certo momento em que eles discutiram feio  quando eu já tinha completado meus 22.  Ouvi a porta de casa abrir e depois fechar com toda força e escutei um carro buzinando. Olhei para a janela e era meu pai lá caído, corri até lá e surtei desesperada, empurrei minha madrasta, gritei com ela e disse com um tom tão agressivo que o dono do carro ouviu.
           Ela tinha me empurrado, vindo para cima de mim, mas eu a enfrentei, começamos uma briga tensa e o cara nos separou, a ambulância já tinha chegado quando paramos e  socorreu meu pai, fomos até lá explicar tudo. Foi quando passou alguns minutos assumiu que o motivo da discussão era por ter traído meu pai quando saía para trabalhar e eu lá no meu quarto trancada pensando na vida e tocando piano.
          Quando tinha dito que o traiu, falou com um tom se fazendo de vítima e dizendo estar arrependida, chorou e isso me irritou, pois foi isso que o fez querer sair daquela  forma de    casa e ser atropelado. Fiquei me remoendo de raiva, mas fiquei em meu canto e quando parou de se lamentar, os médicos disseram que ele não resistiu e morreu meia hora depois de ser atendido as pressas. Fiquei tão triste e ao mesmo tempo nervosa, mas persisti ficar em meu canto, fomos ao enterro dele e ficamos triste, ela pelo menos me deu um abraço mesmo que tínhamos passado por um momento tenso horas atrás.
         Se passou um dia depois, tinha saído um pouco apenas de casa e voltei. Quando voltei, percebi que ela estava com o amante dela em minha  casa, me irritei tanto que gritei com ela e quase brigamos novamente e ele teve a intenção em me agredir com um abajur, mas o impediu e eu corri. Fiquei em uma floresta chorando horas e horas. Um rapaz me viu e tocou em meu ombro perguntando o que houve, desabafei tudo me levando para casa e fiquei por lá  uma  semana.
        Os meus momentos  foram realmente horríveis, ele tinha uma família que me tratava bem no começo,  mas passou 2 dias tudo mudou de uma forma que nem imaginei que seriam diferentes e assustadores assim. Pensei que iria morrer de tanto que eles me tratavam mal, eles até humilhavam um ao outro. Cheguei a ser agredida fisicamente e verbalmente, me prenderam em um calabouço  para ninguém me ouvir gritando por ser próxima a cidade.
         Só que não perceberam quando me prendiam,  fiquei observando onde  estava  sendo presa, estudei e fiquei cada hora do meu dia planejando a minha fuga e deu super certo meus planejamentos. Planejava quando eles me davam almoço, só que eu movia as pedras do piso   bem devagar e ficava cavando até  onde  queria chegar. Cada dia que passava  fazia um pequeno buraco. Quando percebia que estavam chegando por perto eu o tampava e ficava lá no meu canto fingindo que nada tivesse acontecido, mas um dia pensei que íam me pegar pois estavam agitados, mas fiquei imóvel pois tinha decidido escrever uma carta de desabafo e ter deixado em um canto bem escondido onde  estava.
         Fico surpresa por não ter sido morta por eles pois fui muito agredida  me machucando demais. Nesses dias eu cheguei a deitar e dormir,  ficava com muita dor nos primeiros dias,  ia para o chuveiro me banhar e ficava lavando meus ferimentos e quando acabei, fui deitar. Descansei tanto que dormi muito, eles deixaram meu café da manhã lá e depois íam embora, aguardava uns minutos para poder fugir de novo. Cavei mais e percebi que faltava apenas um pedaço para sair de lá.
        Tinha retornado ao quarto e vi que eles ainda estavam longe, mas fiquei atenta e fui me banhar fechando o buraco que fiz, ai deitei e acabei dormindo por um bom tempo. Amanheceu e eu estava com fome, eu vi que eles estavam próximos e me deram a refeição do dia, peguei e  se distanciaram. Me alimentei e aguardei um pouco, fechei a porta do banheiro, olhei pela janela ver se não estavam lá fora. Abri o buraco e bateram na porta do quarto, rapidamente eu o abri e entrei e fechei rápido e corri até onde tinha a superfície para fugir.
        Cavei  até sair para o lado de fora, respirei fundo e fiquei parada  por alguns segundos pois estava um pouco exausta e anciosa para fugir. Me levantei e sai correndo, cheguei na cidade toda suja e desesperada, encontrei um policial e o chamei, disse tudo a ele e me fez uma cara desconfiada como se já soubesse quem seria os criminosos. Os levei até na casa deles e eles foram atrás, demoraram pegar todos  pois tentaram fugir, mas os alcançaram e foram capturados, me disseram que eram uma família que gostava de pegar as pessoas para  torturar e deixar elas presas, mas que no final sempre fugiam e desapareciam.
        Disseram que eram procurados por um bom tempo e eram os mais perigosos do país, deixando os moradores sempre espantados e a partir daí comecei a viver mais livre com tratamentos que já duram um ano pois tive muitos traumas do começo da minha adolescência até aos dias que fui tida como uma presa e sempre que  tinha terapias, eram momentos  sempre de alívio, mas ai fui adotada por um casal tão meigo que eram amigos da minha terapeuta que sempre me ajudava.
         E  aos dias de hoje, escrevi um livro sobre essa minha história, fui bem tratada e estou cursando agora arquitetura. Viajei para tantos lugares que nunca imaginei que ia conhecer, guardei lembranças e agora estou vivendo uma vida que jamais fosse ter.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

meu grande amor

meu grande amor
por você
era um intenso fervor

sua pessoa
de puro rancor
me causou mágoa

meu grande amor
fora desfeito
por seu ódio perfeito

esfarelando
meu sentimento
profundo

pela insensibilidade
de sua personalidade
medonha

olhar sereno, desejo obsceno

olhar sereno
desejo obsceno
lábio sedento
corpo foguento
o que faço
concretizar
muito mais
que um simples
pensamento...

jogo ao ar
só de imaginar
meu sentimento
em crescimento
por você
ao observar
seu caminhar
em constante
envolvimento
causando
tesão ao
lhe enxergar
me torturando
de prazer
com apenas seu olhar